Casamento em Cabo Frio: Fernanda e Bruno

Quando tem feriado no meio da semana, ela já começa mais feliz, né? E quando tem viagem programada, já vamos entrando no clima e contando os segundos pra chegar logo. Separei as fotos desse casamento em Cabo Frio para postar hoje por dois motivos: porque foi lindo, especial, ao ar livre e no fim da tarde e porque estou indo pra lá amanhã e já estou super animada! A Fernanda é de BH, mas mora com o Bruno lá em Cabo Frio e, desde que vi as fotos do casamento deles, fiquei doida para mostrar pra vocês. Depois que ela me contou um pouquinho da experiência do casamento, gostei mais ainda!

Eu e o Bruno nos conhecemos no início de 2012, em Cabo Frio. Começamos a namorar, e namoramos à distância durante um ano. Eu sempre vinha, fazia o que podia para estar aqui, ficava o máximo que dava e, quando percebi que estava ficando mais aqui do que lá, achei que era hora de me mudar de vez. Nós moramos juntos bastante tempo antes de casar, o que foi uma coisa ótima, porque a gente já sabia como era a nossa relação, o que tinha de problema, tudo antes do casamento. As coisas foram acontecendo aos poucos e foi mais fácil de acostumar. Ficamos noivos e quase dois anos depois, o casamento saiu.

Na hora de começar os preparativos, pesquisei bastante na internet. Como não sou daqui, nem o Bruno, a gente não conhecia nada e a internet era a única ferramenta que eu tinha. Foi difícil, porque eu queria uma coisa aberta e vi mais lugares fechados, mas já nos apaixonamos de cara pelo primeiro que visitamos, o Chez Louise. É uma casa mais antiga com jardim, bem estilo casa de praia, com o pé direito alto, sofá de alvenaria e logo de cara achei legal, diferente e já começamos a imaginar tudo ali. Nesse dia que fomos conhecer, quem abriu pra gente foi a Tassia, que acabou virando a nossa cerimonialista. Ela deu muitas dicas, mostrou um guia de casamentos aqui de Cabo Frio, alguns fornecedores e foi muito simpática. Ela virou nosso anjo da guarda, resolveu tudo e foi maravilhosa. Não tenho como agradecer. Na época do casamento, o nervosismo bate forte, principalmente quando você está em um lugar diferente e não conhece as coisas. O mais difícil de escolher foi a decoração, custamos tanto que cheguei a cogitar fazer eu mesma, já que não estava encontrando nada do jeito que eu gostasse e me envolvi muito em cada detalhe para que saísse como eu queria.

Nós decidimos que o nosso casamento seria apenas para as pessoas mais íntimas mesmo, convidamos 130 pessoas e compareceram 100, o que é um número alto considerando que quase todos os convidados vieram de fora. Eu não poderia ter ficado mais feliz com a escolha. Foi um casamento menor, que a gente conseguisse pagar, não tivesse a interferência de ninguém e pudesse caprichar em cada detalhe e fazer tudo o melhor possível. Pude caprichar nos móveis, que aluguei no Rio, na Ambiente Eventos, mandei fazer um quadro de giz enorme, que fica na cabeceira de uma das camas aqui de casa até hoje e cada detalhe foi muito especial para nós dois.

Nós nos casamos duas vezes. A primeira foi uma cerimônia católica, numa igrejinha bem miudinha de Cabo Frio, com um padre muito legal lá de Friburgo, só com a nossa família e as pessoas que já tinham chegado para a festa que seria no dia seguinte. Além disso, a gente queria muito a cerimônia ao ar livre também, não só porque era bonito, mas porque significava muito para mim que a gente pudesse nos comprometer do nosso jeito, com as nossas palavras.

No dia seguinte, quis me arrumar num hotel, com a minha mãe e minha sogra e eu estava muito tranquila. Quem fez as minhas fotos, foi o pessoal do Pedro Zorzall e quem fez meu making of, foi a Iara, filha dele, uma amigona minha. Foi muito gostoso porque ela me acalmou bastante. Cheguei no local do casamento e precisei esperar um pouco, porque estava muito quente. Aí eu comecei a ficar nervosa, vendo as pessoas chegando e esperando a hora de começar. Quando deu a hora de entrar, passou muito rápido. Eu perdi meu pai há quase 10 anos e pensei seriamente em entrar sozinha para mostrar que ali deveria ter alguém, mas não queria que fosse um momento triste e pensei que ele poderia estar presente de outra forma. Para que fosse um momento feliz, decidi entrar com os meus sobrinhos, e foi muito legal. Eu entrei até a porta sozinha e depois eles me pegaram e me levaram até o altar, ao som de Here Comes the Sun.

Tivemos alguns casais de padrinhos (só os irmãos) e, para evitar problemas e complicações, optamos por não colocar “parzinhos” e sim bridesmaids e groomsman, no modelo americano. As meninas entraram  de vestidos iguais, com buquê na mão, uma atrás da outra e os meninos atrás, sozinhos também. Foi uma boa solução e eu gostei muito de ter feito assim.

A cerimônia foi muito emocionante e tocou todo mundo que estava presente. O celebrante acertou muito nas palavras, o Bruno falou muito bem, só eu que fiquei um pouco nervosa. Voltamos das fotos e já abrimos a pista de dança, onde recebemos os cumprimentos dos convidados. A festa foi inteira no jardim e na varanda da casa e nós aproveitamos demais. Estava todo mundo tão feliz e o fato de ter pouca gente, fez com que a gente sentisse muito amor de cada um que estava presente. Todo mundo se esforçou para ir, teve trabalho e isso fez com que eu soubesse que quem estava ali se importava realmente. A festa durou muito, todo mundo dançou muito, o pessoal do buffet deixou uma mesona com os salgadinhos, ligamos uma música e ficamos lá até 4 da manhã.

Eu amei casar, amei o casamento, foi muito mais legal do que eu tinha imaginado. Eu senti que estava todo mundo tão feliz, que as minhas pessoas estavam realmente muito felizes por eu ter encontrado esse cara tão especial e que gostam de verdade dele e isso me deixou encantada.

Local: Chez Louise Garden Party | Cerimonial: Tassia Romão | Decoração: Ana Paula Azevedo | Buffet: Lizete Trindade | Móveis: Ambiente Eventos | Fotografia: Pedro Zorzall | Convites e Identidade Visual: Iara Zorzal | Filmagem: LG Vídeo Produções

 

 

 

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